CINCO IDAS À UPA ANTES DA MORTE: MURIBECA ACIONA MINISTÉRIO PÚBLICO, POLÍCIA CIVIL E COMISSÃO DE SAÚDE

Deputado pede apuração dos atendimentos prestados a Sabrina Gomes Monteiro, de 25 anos, que, segundo a família, procurou cinco vezes a UPA de Castelândia antes de ser internada em estado grave.

Por Redação·18 de setembro de 2026 às 19:31·3 min de leitura
CINCO IDAS À UPA ANTES DA MORTE: MURIBECA ACIONA MINISTÉRIO PÚBLICO, POLÍCIA CIVIL E COMISSÃO DE SAÚDE
(Foto: Divulgação)
Serra (ES) 18 de setembro — O deputado estadual Pablo Muribeca (Republicanos) encaminhou nesta sexta-feira (18) ofícios ao Ministério Público do Espírito Santo, à Polícia Civil e à Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa para que sejam apurados os atendimentos prestados a Sabrina Gomes Monteiro, que morreu após procurar repetidas vezes a UPA de Castelândia, na Serra.
Segundo relato da família divulgado pela imprensa, Sabrina procurou a unidade pela primeira vez no dia 30 de agosto. Como os sintomas persistiram, retornou à UPA nos dias seguintes, totalizando cinco atendimentos.
O quadro se agravou e a jovem acabou sendo transferida para o Hospital Estadual Dr. Dório Silva. Sabrina morreu no dia 5 de setembro, aos 25 anos. A certidão de óbito aponta meningite bacteriana aguda e edema cerebral.
Para Muribeca, a sequência de acontecimentos precisa ser esclarecida de forma rigorosa.
“Uma jovem procura socorro cinco vezes. Cinco vezes. E, poucos dias depois, uma família enterra uma filha de 25 anos. Não podemos tratar uma situação dessa como algo normal. Precisamos saber o que aconteceu em cada atendimento, quais condutas foram adotadas e se alguma coisa poderia ter sido feita de forma diferente. A família de Sabrina merece respostas e a população da Serra também.”
Nos documentos encaminhados às autoridades, o parlamentar classifica os fatos como graves e sustenta que é necessária a apuração da atuação da gestão da unidade e dos possíveis envolvidos, especialmente diante dos questionamentos apresentados pela família.

TRÊS FRENTES DE APURAÇÃO

Muribeca levou o caso a três instituições diferentes.
À Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, o deputado comunicou formalmente o episódio para que o caso também seja acompanhado pelo Legislativo estadual.
Ao Ministério Público do Espírito Santo, solicitou atenção para os fatos relatados e para a necessidade de apuração das eventuais responsabilidades.
E à Polícia Civil do Espírito Santo, encaminhou o caso para que os fatos sejam analisados no âmbito de suas atribuições.
“Não estou antecipando culpa de ninguém. Quem determina responsabilidade é a investigação. O que eu não aceito é que um caso dessa gravidade termine sem resposta. Se tudo foi feito corretamente, que isso seja demonstrado. Se houve falha, que ela seja identificada e que os responsáveis respondam. O que não pode acontecer é uma família ficar com perguntas para o resto da vida. E esse nao é um caso isolado, episódios como esses vem acontecendo frequentemente.”
afirma Muribeca.

FAMÍLIA QUESTIONA ATENDIMENTOS

De acordo com relatos publicados pela imprensa, os sintomas de Sabrina teriam evoluído ao longo das sucessivas idas à UPA. Na última passagem pela unidade, a família afirma que a jovem já apresentava importante piora do quadro clínico.
Posteriormente, ela foi intubada e transferida para atendimento hospitalar. Sabrina foi admitida no Hospital Estadual Dr. Dório Silva com rebaixamento do nível de consciência e insuficiência respiratória e encaminhada à UTI, mas não resistiu.
O caso ganhou repercussão após familiares questionarem os atendimentos prestados antes da internação e pedirem investigação.
Para Muribeca, a investigação deve avançar até que toda a cronologia dos atendimentos seja esclarecida.
“Não estamos falando de estatística. Estamos falando da Sabrina. Uma jovem de 25 anos, com uma família, uma história e uma vida inteira pela frente. Quando alguém procura cinco vezes uma unidade pública de saúde e depois morre, o mínimo que o Estado deve oferecer à família é transparência absoluta sobre tudo o que aconteceu.”
O deputado afirmou que acompanhará os encaminhamentos feitos aos três órgãos e cobrará esclarecimentos sobre o caso.
“Saúde pública precisa salvar vidas. E cada situação como essa precisa servir para descobrir eventuais falhas, corrigi-las e impedir que outra família passe pela mesma dor.”

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